Perto perto
A melhor coisa que me aconteceu foi, sem sombra de dúvida, ter aprendido a mudar. Foi ter ido do 8 para o 80, cheia de convicção! Ter sido quem não sou, ter entrado por portas que sempre rotulei como proibidas. Não foi preciso que me dissessem que estava diferente para saber o que se passava em mim.
Só nós próprios nos salvamos de nós próprios, só nós sabemos na íntegra o que estamos a fazer... Ninguém nos conhece melhor nem sabe as nossas lutas interiores! Porque nós lutamos constantemente, por dentro, para não sermos quem somos. Fugimos de nós para não fugirem de nós mas acabamos por nos tornar num alguém que nos faz andar para trás à velocidade da luz e voltar a ser quem somos. Só somos uma coisa, e cada um vai descobrir que coisa é... Por si mesmo, à velocidade que tem que ser.
A melhor coisa que eu já fiz foi fugir de mim. Porque acabei a fugir de quem eu não sou, porque eu não sabia quem era. Já sei quem sou, sou muito e sou também aquela que fugiu e que correu tanto que quando pensou que estava longe longe, estava a ser quem sou. Perto perto.
E foi preciso o tempo, o amor, a tristeza, a surpresa e a luta para perceber o verdadeiro bichinho que sou, quem eu realmente preciso de ser. Mesmo as coisas menos boas que a vida nos trás ou as pedras que o caminho puxa para a frente dos nossos pés, depois de decidirmos quem somos.... já não importam!
E foi preciso o tempo, o amor, a tristeza, a surpresa e a luta para perceber o verdadeiro bichinho que sou, quem eu realmente preciso de ser. Mesmo as coisas menos boas que a vida nos trás ou as pedras que o caminho puxa para a frente dos nossos pés, depois de decidirmos quem somos.... já não importam!
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